[Translate] A fuleiragem dá o ar da graça nas terras do Clube da Esquina Quinta-feira, 10 de maio de 2012. O lugar era o Palácio das Artes, reduto das artes e da cultura belorizontina, quiçá mineira. Um lugar deveras requintado que se viu diante de um evento inusitado: a...
1923 – 2012
postado por Redação
"A maior utopia é a resistência diária. Ser herói é fácil. Herói se faz em três meses." - Millôr Fernandes
Com o falecimento do jornalista Millôr Fernandes, dentre as inúmeras homenagens publicadas em diversos jornais, o trecho dessa entrevista publicado pela Folha de S. Paulo, se destacou. Nessa entrevista Millôr fala sobre jornalismo no Brasil e temas que se relacionam diretamente com o Ah!Cidade, por isso decidimos republica-la.
Bairro Dandara e Pinheirinhos
postado por Colaborador Convidado
Coincidências demais para um “país sem miséria”
"As três mulheres sentadas na mesa principal ao fundo não deixavam dúvidas do que estava em jogo ali. Com os olhos pesados, as bocas titubeando para soltar as palavras enquanto os dedos tentavam limpar as lágrimas escorrendo, elas conclamavam sua luta: “já conversei com meu grupo e lá ninguém vai sair não, só se for no caixão!”."
Na Coxinha da Madrasta
postado por Daniel Florêncio
Presidente da Câmara Municipal de BH inspira sátira carnavalesca.
"Não sei se é ladrão, pervertido ou pederasta. Tem gente metendo a mão na coxinha da madastra!" - Essas rimas abrem a marchinha de carnaval composta pelo músico Belorizontino Flávio Henrique repercutindo notícias acerca do presidente da Câmara Municipal, Léo Burgues - PSDB.
Último dia no trabalho, 1000 dias para a Copa
postado por Colaborador Convidado
Relato de uma sexta-feira nas ruas de Belo Horizonte
Último dia no trabalho. Despedidas são pequenos partos. Atrasada, pego um táxi no centro, e, no rádio, dão notícia da situação da greve dos professores no Estado. Continuam irredutíveis. Não aceitam a oferta do governo de setecentos e poucos reais, querem o piso de mil e alguma coisa. Alguns professores, em protesto, se acorrentaram às grades do Palácio da Liberdade, aproveitando a ocasião da visita da Presidente à cidade, que vem marcar a contagem regressiva – 1000 dias – para a Copa do Mundo. Belo Horizonte é uma das privilegiadas capitais a sediar o evento. Em todo o tempo, não tenho visto um conterrâneo manifestar qualquer pensamento positivo quanto a isso.
Indie, 2011 – Volume 2
postado por Colaborador Convidado
Resumo passional e nada objetivo do nosso festival de cinema favorito
A experiência do Indie é, em grande parte, muito particular e variada. Dentre os 80 filmes espalhados pelas três salas de exibição durante os sete dias de festival, as mais diversas escolhas de percursos pelos filmes da programação são possíveis. Dependendo dos gostos, da proximidade com determinada sala, dos horários disponíveis e outros fatores, cada um vivencia o festival de uma maneira. O que eu ofereço aqui, portanto, é minha visão pessoal da edição 2011 do festival.
Sobre o Tempo
postado por Colaborador Convidado
Companhia de Dança do Palácio das Artes encena o espetáculo "Tudo que se torna Um" em seu 40° aniversário
A nova montagem da Companhia de Dança do Palácio das Artes teve estreia no último fim de semana de agosto, no qual os bailarinos subiram ao palco da própria casa. Ou melhor, desceram, já que os ensaios do grupo acontecem no último andar do prédio da instituição.
Indie, 2011
postado por Colaborador Convidado
Mostra de cinema agita a cidade em sua 11ª edição
Setembro começa trazendo um grande presente para todos os interessados em Cinema de Belo Horizonte: pelo 11º ano consecutivo será realizado o festival Indie. A mostra é gratuita e ocorrerá entre os dias 2 e 8 deste mês. Inicialmente realizado apenas no Usina Unibanco de Cinema, a mostra passou por outros espaços de exibição nesses 11 anos e será acolhida este ano pelo Cine Humberto Mauro, Teatro Oi Futuro e pelo Sesc Palladium novinho em folha, uma ótima oportunidade para quem quer conhecer a nova sala de cinema de lá.
Verbetes de agosto
postado por Henrique Milen
Mais contribuições para um léxico de uso muito restrito
Agosto foi-se, a exemplo de junho e julho. Setembro vem, se. O senso comum maldiz agosto, não o entende, não o defende, e aqui não se proporá nada diferente. Por nós, o reinado dos ditames resmunguentos permanece. Até que a primavera (n)os destitua.
Uma ficção científica emocional
postado por Colaborador Convidado
Os quadrinistas iniciantes Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho contam como pretendem transformar em realidade o sonho de fazer ficção
Dev acorda se sentindo mais estranho que o normal. Depois de alguma insistência de seu melhor amigo, Pipo, ele revela o mote da história: o adolescente carrega um buraco negro na barriga (!). Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho, os quadrinistas por trás da revistinha de 212 páginas, em vias de ser lançada, não pararam na ficção: a HQ se tornou uma história sobre o esquecimento. Garrocho define as criações da dupla novata como “ficções científicas emocionais”. Achados e Perdidos pode ser o primeiro trabalho impresso dos dois.
Porão de memórias
postado por Igor Lage
Às vezes fica até difícil imaginar como a cena musical independente brasileira se virava em tempos pré-internéticos. Durante praticamente toda a década de 90, que alguns chamam de “a era de ouro do rock independente nacional”, o esquema de divulgação, produção, fomento e auto-sustento da cena era completamente diferente. E é a partir desse período que o livro “Niterói Rock Underground (1990-2010)” começa a contar sua história.
Belo Horizonte, o Cinema e Ninotchka
postado por Colaborador Convidado
Uma visão sobre a Sétima Arte em BH. Bonus track: película com Greta Garbo no papel de sisuda oficial soviética.
O colaborador Henrique Almeida comenta o cenário atual do cinema em Belo Horizonte, os novos espaços para exibição e aqueles que se encontram ameaçados ou já fecharam as portas. Ele também nos brinda com sua crítica de Ninotchka, clássico de 1939 estrelado por Greta Garbo e exibido no Cine Humberto Mauro.
Ser um cinema
postado por Marcela Dantes
Só os lugares que amamos são dignos de um apelido
"E se a gente fosse ao cinema amanhã?" Distraída, ouvi: e se a gente fosse um cinema amanhã? Ah, se a gente fosse um cinema, eu ia querer ser o Belas Artes. Primeiro, porque eu sempre quis ter um apelido. “O Belas”. Fácil, fluido e definitivo. E como todo bom apelido, não é pra qualquer um. Com o Belas é assim também, e eu desconfio que todos os cinemas da cidade concordam comigo.
O Mineirão e eu
postado por Nikolas Spagnol
Adormecido e dilapidado, nosso Mineirão deixa saudades
Mais do que meras disputas futebolísticas, o Mineirão me proporcionou espetáculos de emoções e tragédias humanas. A catarse coletiva do futebol é vista, por alguns, como um “ópio do povo” um meio de alienação das massas, mas o ópio e alienação, muitas vezes, são mais que necessários: ninguém aguenta estar sempre consciente.
Resistência documentada
postado por Henrique Milen
"Roda" registra a Velha Guarda do samba de BH
Carla Maia fala sobre seu primeiro trabalho como diretora, ao lado da parceira e amiga Raquel Junqueira: o documentário "Roda", que registra o universo do samba em Belo Horizonte.
Fanfarronice, Bang-Bang, Domus Artium
postado por Bruno Vieira
Em dois períodos distintos, a cidade não deixou de ser a mesma
Belo Horizonte recebeu uma notícia bacana nesta semana. De volta à atividade, o Cine Palladium voltou a funcionar, sob uma nova roupagem, modernosa e contemporânea. Antigamente funcionando como um grande cinema – aos moldes de Royal, Brasil e Pathé –, o Palladium agora é um complexo artístico, ganhando até um nome pomposo: Centro Cultural SESC Palladium Domus Artium. Quem é mais velho (o que não é meu caso), lembra-se não somente do Palladium, mas de outros equipamentos culturais (tais como os acima citados) que faziam a diversão da garotada, o encontro dos namorados e a felicidade dos mais velhos. Tal como minha mãe.
Manual de sobrevivência para solteiros em festas infantis
postado por Thiago Máximo
Sete dicas para superar sem traumas o desafio de cruzar duas galáxias a anos luz de distância
Declinar um singelo convitinho impresso em tons pastéis e redigido em fofos diminutivos seria uma covardia. Portanto aí vão algumas dicas básicas para compreender os nós dessa embaraçada conjuntura e minimizar desconfortos:
Verbetes de julho
postado por Henrique Milen
Novas contribuições para um léxico de uso muito restrito
Uns 23 verbetes para lembrar que julho não é junho, apesar de ter lhe roubado as melhores festas; que junho tem os santos e julho tem as diabas; que gostamos de ambos, e arranjaremos espaço físico e memória virtual para ambos, dentro de nossas possibilidades.
Serrador
postado por Ludmila Ribeiro
"Desbravando a Floresta de Prédios que cresceu ao pé da Serra"
Pelas ruas percorridas a pé, descobriu que o bairro é grande e especial por sua mistura e por seu limite natural imposto pela Serra do Curral. Ele que ainda era tão jovem, viu ao longo dos anos o cenário mudar brutalmente, com os quintais invejáveis dando espaço para apartamentos com mais vagas na garagem do que área de convivência.
Enredos nada originais
postado por Nikolas Spagnol
A realidade quase sempre supera a ficção. Mas para ambas falta criatividade
Os roteiristas da realidade devem estar fazendo greve ou passando por um longo “bloqueio criativo”. À medida que envelhecemos, tanto realidade como ficção deixam de nos surpreender, e a cada novo episódio temos aquela familiar sensação de déjà vu. E começamos a entender o ceticismo e a rabugice dos mais velhos.
A primeira noite de um homem na ópera
postado por Igor Lage
Ou como presenciei a queda e a reascenção de Nabucco
Antes toda experiência fosse nova. É bom quando a sensação da novidade finca na memória e fica. A primeira pedalada na bicicleta sem rodinhas, o primeiro vexame em sala de aula, o primeiro gole de cerveja comprada com o próprio salário... No dia 21 de junho, uma terça, eu fui à ópera pela primeira vez. Ali mesmo, no Palácio das Artes. Cheguei quando as luzes estavam prestes a se apagar e me sentei quando o último dos sinais tocou. Apareceu a orquestra. Depois das muitas palmas, o espetáculo teve início com a exibição dos créditos ao som da Sinfônica de Minas Gerais.
Uma festa
postado por Henrique Milen
Guerra, crise, lágrimas e caça-níqueis em Paraty
Imagino que você, como eu, há anos ouve falar da Festa Literária Internacional de Paraty. Nosso interesse nisso costuma ser imediato, e a desistência também. Empregos-masmorra e dinheiros-irreais sempre nos fazem adiar os planos de uma extravagância cultural nessa época. Esse ano calhou de estarmos na sede do evento, e ficou muito difícil escapar dele. Fomos obrigados a vivenciá-lo.
Um primitivismo contemporâneo
postado por Colaborador Convidado
Tribos africanas inspiram novo espetáculo do Primeiro Ato
As artes cênicas, em especial a dança, carregam intrínsecas à sua origem um elemento que as diferencia das outras artes: o criador, além de artista, é também a obra de arte. É o próprio corpo que atua como suporte físico do trabalho artístico que ele constrói. Em contraponto a essa exclusividade, uma exceção deve ser mencionada.
A chegada de um trem à cidade
postado por Henrique Milen
Todo ciclo chega ao fim, mas a decadência também pode ser legal
Belo Horizonte tem um trem que sai diariamente da Praça da Estação, rumo a Vitória. A prosa que segue é uma tentativa de entender o peso desse trem em nossas vidas. Ou se a vida já não tem mais, afinal, muito a ver com esse trem.
Verbetes de junho
postado por Henrique Milen
Contribuições para um léxico de uso restrito
O colunista espremeu o mês para ver o que saía dele. Até que deu um caldão: uns vinte verbetes. Sem valor para os dicionaristas, mas: Mas...
A banda mais bonita do planeta?
postado por Henrique Milen
Show e projeto social, Playing For Change deixa fãs por onde passa
É uma banda? É uma ONG? Pássaros? Aviões? Super-homens? De onde vem e para onde vai o Playing For Change? Poderíamos ter perguntado isso pessoalmente a Mark Johnson e Titi Tsira, à mesa ao lado naquele sambinha na noite de um agradável domingo de inverno. Mas preferimos bebericar as biritas e sibilar os sambas, visto que ainda não tínhamos ciência da missão de escrever sobre eles -- desculpinha. De todo modo, os ilustres convidados curtiam a paz da contemplação sambística e talvez não coubesse a um jornalista virtual destruí-la.
Vadias em marcha
postado por Carlos Eduardo Livino
Em repúdio ao machismo, desfilamos pela Guaicurus com os modelitos da (Praça da) Estação
Não é todo dia que se recebe pauta dessas: cobrir uma marcha de auto-declaradas vadias pela defesa do direito de usarem roupas sensuais. Algo a que eu jamais me negaria, pelo menos na ideia. É claro que a realidade, como quase sempre acontece, foi bem diferente do que a missão sugeria. De reunião marcada pelo Facebook para debochar do machismo (canadense e mineiro), aprendi que a Marcha das Vadias é um protesto feminista pelo direito da mulher expressar sua feminilidade do jeito que bem entender. Sem ter que se sujeitar a julgamentos machistas ou, pior, à violência de gênero. E com direito a sociólogas, antropólogas, cientistas políticas, jornalistas e psicanalistas vestidas não tão sumariamente quanto o público masculino (chauvinisticamente) esperava, mas carregando uns cartazes bem criativos.
Ladrões de bicicleta
postado por Henrique Milen
Matando os proletas de raiva de 1947 aos dias atuais
O colunista pede licença à pauta republicana da cidade para tratar de assunto banal: o furto de veículos na sociedade moderna.Todo mundo já teve uma bicicleta roubada por um proleta ainda mais caído que um proleta normal -- tido n'algumas rodas por lumpenproletariado. Se não teve, sei lá, teve um carro roubado. Ou um tocafitas. Culpe o lúmpen. A fração andrajosa de sua classe social. A barbárie que põe sans-culottes contra sans-culottes numa peleja sem fim.
As Minas em outra perspectiva
postado por Maria Nefeli Zygopoulou
Um olhar estangeiro sobre o Museu das Minas e do Metal
O novo Museu das Minas e do metal combina informação sobre mineralogia e o desenvolvimento de Minas ao longo dos anos. Para alguém não muito interessado em geologia e mineralogia, isso pode soar meio chato. Mas o sucesso do museu está exatamente em tornar essas ciências interessantes e acessíveis para qualquer pessoa.
Das várias cabeças de porco
postado por Bruno Vieira
Quem suporia que um símbolo de mau agouro, em cena, tivesse uma dimensão humana?
“Cabeça de Porco é um espetáculo experimental que traz no roteiro uma discussão sobre o progresso e suas consequências na sociedade atual.” Genérico e muito vago seria se fôssemos conceituar a peça apenas com esses dizeres. Sua concepção linguística e estética transcendem quaisquer explicações que se reduzam a palavras escritas e decifráveis.
Um flâneur contemporâneo
postado por Colaborador Convidado
Reflexões a partir da exposição de João Maciel na Aliança Francesa
Caminhar por Belo Horizonte com o passo despreocupado, desacelerado, com o olhar curioso, buscar distrações nas pequenas coisas e situações. O artista é essa personagem que se assemelha ao flâneur – morador da cidade, descrito por Baudelaire no século XIX, que caminha solitário, despretensiosamente pelas ruas, alheio às grandes multidões, mas sedento por perceber e apreender a cidade.
Padecendo no Paraíso
postado por Marcela Dantes
Políticas de boa vizinhança e pactos de não agressão
"Será que você teria uma xícara de açúcar para me emprestar?" Ah, se todos os diálogos com o vizinho fossem assim. Suponho que cada um tenha o vizinho que mereça – exceto os meus, que não são dignos da minha simpatia sem fim. Eles são os famosos vizinhos belorizontinos: às vezes divertidos, quase nunca mal intencionados, e todos os dias, mais uma paisagem do que qualquer outra coisa. Assim mesmo, como um bom vizinho deve ser. E que fique bem claro que ao falar vizinho, eu não me refiro àquele ser de topete e casaco de oncinha que habita o terceiro andar e diz que o meu cachorro é fedorento. Aquilo é outra coisa.
“Fôlego para continuar”
postado por Ludmila Ribeiro
Cena hip hop de BH supera velhas fronteiras e se afirma como uma das mais promissoras do país
O hip hop mineiro desponta no cenário nacional, fortalecido ao projetar novos talentos e revelar movimentos consistentes como alguns festivais e o Duelo de MCs, onde não há reais perdedores nos encontros semanais embaixo do Viaduto Santa Tereza, no centro de Belo Horizonte.
Lutas juninas
postado por Henrique Milen
Impressões sobre a revolta dos bombeiros e seus desdobramentos
Na noite do sábado, véspera do Dia dos Namorados, quem caminhasse pelas ruas de uma pequena cidade do litoral sul fluminense testemunharia suas duas praças principais tomadas pelo povo: na Praça da Matriz, uma festa religiosa. Na Praça do Chafariz, uma festa cívica. Nove dos 439 bombeiros presos na ocupação do Quartel Central do Rio de Janeiro, nativos de Paraty, regressavam de uma campanha grevista que, por circunstâncias que fogem à normalidade das greves e suas contingências, fizeram deles heróis.
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